Os remédios podem auxiliar no emagrecimento de três
maneiras: ajudando a pessoa a comer menos, aumentando o gasto calórico ou
diminuindo a absorção de nutrientes.
Atualmente, podemos encontrar no mercado
remédios que diminuem o apetite, os anorexígenos, e remédios que aumentam a
saciedade, o que parece a mesma coisa, mas não é.
Anfepramona, femproporex,
mazindol são exemplos dos anorexígenos; a sibutramina, dos que interferem na
saciedade. Já o orlistat diminui a absorção de gordura e age somente nos
intestinos. Ele faz com que 1/3 da gordura que está nos alimentos seja
eliminada pelas fezes. Os outros 2/3 são absorvidos normalmente.
Fome é uma sensação que precede o ato de
comer; a saciedade ocorre à medida que nos alimentamos. Remédios que tiram a
fome podem fazer com que a pessoa nem comece a comer, pule refeições e não é
isso que se deseja. Remédios que aumentam a saciedade não interferem na fome
nem na vontade de comer, mas fazem com que o indivíduo não consiga chegar ao
final do prato, porque se sente saciado mais precocemente.
Quanto aos efeitos colaterais, o grupo dos anorexígenos (anfepramona,
femproporex e mazindol) apresenta basicamente os mesmos. São efeitos
decorrentes do estímulo do sistema nervoso central - irritação, insônia ou sono
superficial e tremores – ou do estímulo do sistema cardiovascular: hipertensão
e taquicardia, por exemplo. Às vezes, algumas pessoas manifestam irritabilidade
e depressão, ou alternam períodos de em que se sentem estimuladas e deprimidas.
Levam à dependência física
quando usados por tempo prolongado.
Os sacietógenos, isto é, os remédios que
agem no centro de saciedade e são representados pela sibutramina, têm efeitos
colaterais que lembram os dos anorexígenos, porém, mais suaves. Algumas pessoas
apresentam sono superficial e sentem um pouco de agitação, mas a irritabilidade
não é um sintoma freqüente. Não se observa também aumento da pressão arterial
quando o medicamento, associado à dieta correta, induz à perda de peso. Ocasionam efeitos colaterais que
podem ou não levar à dependência física.
Além da sibutramina,
antidepressivos como a fluoxetina e a sertralina agem sobre a saciedade.
Todavia, eles não são considerados remédios contra a obesidade, porque o efeito
benéfico para a perda de peso desaparece após os seis primeiros meses de uso
dos medicamentos. Todavia, em casos, quando o indivíduo apresenta depressão ou
compulsão ligada à depressão, esses antidepressivos podem ser úteis para
aumentar a sensação de saciedade.
Já o orlistat é um medicamento que não é absorvido pelo organismo. Seu único
efeito colateral é inerente à própria ação do remédio, ou seja, à perda de
gordura pelas fezes. Se ingerir alimento com alto teor de gordura, a pessoa
terá uma diarréia muito forte porque o orlistat diminui a consistência das
fezes. Na verdade, esse remédio deve ser associado a uma dieta pobre em
gorduras. Tomado nas refeições, faz com que a pessoa elimine gotas de gordura a
cada evacuação, o que representará perda de peso no final do mês.
Esses são os
principais medicamentos usados somente sob prescrição médica para tratamento da
obesidade e, mesmo tomando esses remédios, nem sempre existe uma resposta como
se esperava.
O tratamento da obesidade requer também a correção de certos
hábitos (o sedentarismo, por exemplo), a
escolha dos alimentos adequados e um acompanhamento psicológico. Não adianta
apenas os remédios sem o suporte e a orientação adequados de um especialista.
O
mau uso dos medicamentos colabora para o que costumamos chamar de “efeito
sanfona”. Se durante o tratamento com os remédios não forem feitas as mudanças
necessárias para que o peso perdido seja mantido, ele será rapidamente
recuperado.
Fica a dica, procure o seu médico antes de iniciar qualquer tratamento.
Ao Pharmacêutico São José dos Campos
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